A jornada intransferível da consciência

Sem parar

Me afogar nesse mar

Que é meu que é seu que é de todos

Que é a jornada intransferível da consciência 


Circular,

E Em meio a roda dos suicídios

encontrar

O caminho de viver

A necessária  sapiência.


Sofrer 

Em abismos transcender

Colossalmente se arrepender 

Da escolha que é uma vida de compreensões


Querer voltar a ser cego e não  poder

Querer ser mudo e  gritar

No  mais alto timbre 

Atingir a leveza  e depois descobrir

Que leve se era quando não se sabia de nada



Entender

Que saber

Que ser

Que entender

As vezes mais empobrece 

Do que agrega



Às vezes um não 

O incerto

O torto

Teria sido melhor...


Não  sei.

Não  sei.

Não  sei.

Queria respirar,

O ar da falta de lucidez

Não  sei, 

Acho que já é tarde demais..


Então, deixe- me afogar-me nesse mar

Na jornada intransferível  da consciência.

Comentários